quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Filmes de terror para quem não gosta de filmes de terror IV


Screamers – Assassinos Cibernéticos (Screamers – 1995)

Eis aqui uma pequena pérola de ficção científica de horror esquecida nas prateleiras das antigas videolocadoras e que até hoje permanece esquecida, mas que merece pelo menos um conferida. Não que seja um clássico a lá Alien, não. Mas, tem suas qualidades. A começar, pelo cast: o roteiro é de Dan O’Bannon, roteirista e técnico de efeitos especiais que criou clássicos como o próprio Alien e A Volta dos Mortos Vivos (homenageamos ele aqui ). Ou seja, mora nos nossos corações. E o ator principal é Peter Weller (olhem para a cara dele.. Lembraram?. Pois é... Robocop em pessoa).

Enfim, o diretor desconhecido Christian Duguay criou um filme mediano baseado em conto de Philip K. Dick, autor de contos que originaram Blade Runner e O Homem Duplo.  O roteiro pegou o conto de Dick e transformou em uma mistura de Alien e Enigma do Outro Mundo. Se ficou bom?. Bem, o diretor é ruim, o elenco é ruim (salvo Weller, lógico), os efeitos especiais mais ou menos, e o roteiro é cheio de clichês e uma droga. Mas, mesmo assim eu gosto. Pelo clima de suspense e de terror que vai tomando os personagens quando descobrem as espécies de androides assassinos que vão surgindo (os screamers do título são assustadores). Mas, nada que vá fazer você roer as runhas. Mas que é divertido é. Assista e tire suas próprias conclusões.







Confira o trailer:

sábado, 25 de agosto de 2012

O primeiro trash a gente nunca esquece


É uma das minhas primeiras lembranças cinematográficas. Levado pelo meu avô João, assisti a Mestres do Universo ali no Cine Iracema, que depois virou Nazaré 2 e que hoje, infelizmente, deu lugar a uma Lojas Americanas. Época boa a dos cinemas de rua. Mas isso é tema para uma outra história. O que quero dizer é que, desde cedo, o trash fez parte da minha vida. Afinal, não tenho dúvidas de que ver o canastrão do Dolph Lundgren como He-Man, aos quatro anos de idade, teve papel fundamental na construção do meu gosto por essas pérolas “B” da sétima arte.
Não que Mestres do Universo mereça a classificação de “pérola” (cult muito menos, por favor), a não ser por um sentido pejorativo, pois o filme é muito ruim. Uma afronta ao cinema e aos fãs do personagem. Só o que vale é minha ligação sentimental mesmo: o primeiro trash a gente nunca esquece. Além disso, o que motivou esse texto foi o aniversário de 25 anos da produção dirigida por Gary Goddard, “comemorado” na última terça-feira (21). Um longo tempo durante o qual sempre se especulou uma continuação ou um recomeço para a história, que nunca saiu do papel, fazendo com que o famoso “Eu voltarei”, promessa/ameaça do vilão Esqueleto, no fim do filme de 1987, soasse como papo de candidato em período eleitoral.
Sobre o filme: nada de Gorpo – mas tinha um anãozinho inventor muito feio lá pra tapar esse buraco causado pela falta de grana para os efeitos especiais; nada de Gato Guerreiro e Príncipe Adam também. Descaracterização absoluta. É incrível como os responsáveis conseguiram desperdiçar toda uma leva de bons personagens que fazia parte do desenho, originalmente, para criar outros totalmente desinteressantes e sem função para a narrativa. Para fechar com chave de ouro, a trama bobinha se passa na Terra, acredito que só para ter aquelas cenas engraçadinhas de “choque cultural” entre He-Man, Teela, Mentor e um casal de adolescentes irritantes.
Nesse ponto, para se ter uma ideia, o filme guarda certa semelhança com Comando Suburbano, outra terrível produção - “estrelada” pelo ex-astro de luta livre Hulk Hogan - que a minha memória seletiva para besteira guarda em um cantinho por aqui. Um ser do futuro ou de outra galáxia passa a conviver com os terráqueos e desenvolve grande afeição por eles, salvando-os do seu arqui-inimigo que veio ao planeta causar destruição. Esse era o mote de vários “filmes-podreira” de ficção científica na década de 1980.
Voltando especificamente a Mestres do Universo, o Esqueleto foi a única coisa que se salvou no filme, mesmo ele tendo a cara branca e não amarela. Mérito do Frank Langella, claro, um ator de mão cheia rodeado por um mar de mediocridade. Ele não fez o vilão divertido como nos desenhos, apostou numa abordagem mais séria e assustadora (na medida do possível) e convenceu. Só  o que estragou foi o visual do “Super Esqueleto” na reta final, quando o personagem também embarcou no ridículo que dominava a película. Ah, sem contar que a ideia de ele conquistar o Castelo de Grayskull como ponto de partida para a ação é fora de propósito. Lembram da clássica pergunta das provas de biologia: “Qual a função do Esqueleto?”. Resposta: “Vencer o He-Man e conquistar o Castelo de Grayskull”. Não inventem. A história é forte por si só, bastava um bom roteiro.
E já que falei no Castelo, o que era aquilo? O que era para ser um lugar misterioso, sombrio, cheio de segredos por detrás das suas muitas portas, virou um carro alegórico, envolto em um dourado suntuoso. Quem idealizou o cenário nunca viu o desenho, só pode. Para finalizar, como já falamos que extirparam o príncipe Adam, o “Pelos poderes de Grayskull. Eu tenho a força” perdeu todo o sentido: sem transformação, é apenas um grito, um exercício de voz narcisístico, por assim dizer. E poderia listar outros mil defeitos, mas vocês já entenderam. O problema é que, se Mestres do Universo passar numa Sessão da Tarde da vida, vou resmungar do início ao fim, mas assistirei, claro. O que eu posso fazer? Foi meu primeiro trash e meu coração cinematográfico é vagabundo.


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Horror Pixelizado

Site com gifs animados pixelizados com temas surreais de horror. Simplesmente brilhante.

Vocês podem conferir o site do artista, Uno Moralez aqui: unomoralez.com/ 





Tem mais gifs de terror aqui: radartrash.blogspot.com.br/2012/06/gifs-de-terror.html

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

163 filmes de horror em 2 minutos e meio


O crítico de cinema Roger Ebert publicou em seu site um vídeo que mostra 163 filmes de horror  em 2 minutos e meio. O resultado você confere abaixo. Tentem adivinhar seus favoritos:


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Filmes de Terror para quem não gosta de filmes de Terror III



Eles Vivem (They Live, 1988)

Quem disse que um bom terror B também não pode ser divertido? Mestre John Carpenter sempre esteve ai dirigindo bons filmes para mostrar isso. E com esta pérola dos divertidos anos 80, é que ele consegue o máximo da tosqueira divertida no cinema. Além da história divertida, a maquiagem, as atuações canastronas  e os efeitos especiais ruins só aumentam o coeficiente de diversão.

Eles Vivem conta a história de um desempregado que chega a cidade grande, arranja bicos e vive como sem teto, que acha um óculos especial que permite ver a verdade: existem milhares de alienígenas feiosos disfarçados entre os humanos que usam de propaganda subliminar para fazer a dominação mundial. Pronto. Com poucos recursos e muita criatividade, Carpenter cria uma parábola divertida da nossa sociedade.

Atentem para a atuação propositalmente forçada de Roddy Piper, ex-campeão de Luta Livre nos EUA, para a maquiagem absurda dos aliens e para as frases geniais do filme. Minha preferida: “Vim aqui para mascar chicletes e chutar bundas. E acabaram meus chicletes”. Sensacional.






Eis o trailer original desta pérola: 

domingo, 19 de agosto de 2012

Filmes de Terror para quem não gosta de Filmes de Terror 2


Todo Mundo Quase Morto (Shaun of The Dead, 2004)

Continuando a série, é claro que teríamos que ter um exemplar de filmes de Zumbi, gênero preferido do blog. Esta sensacional comédia inglesa foi lançada sem muito alarde em 2004, mas conquistou muitos fãs em todos os lugares do mundo, inclusive no Brasil e jogou para o estrelato os atores Simon Pegg e Nick Frost e o diretor Edgar Wright (Wright dirigiu ainda a adaptação de Scott Pilgrim Contra o Mundo e deve dirigir a aventura da Marvel, Homem Formiga). O trio também esteve junto em outra comédia sensacional: Chumbo Grosso, sátira dos filmes policiais.

Com humor afiado, típico dos ingleses, Shaun of The Dead (que ganhou um nome extremamente idiota no Brasil), surpreende por unir comédia com o melhor dos filmes de horror, inclusive com algum gore. Mas, não se preocupe. Nesses momentos, você já vai estar tão envolvido com o clima do filme que nem vai sentir medo.

Nick Frost e Simon Pegg, além de Shaun Of The DEad e Chumbo Grosso, também fizeram juntos outro filme legal que já falamos por aqui: http://radartrash.blogspot.com.br/2012/07/paul-o-alien-fugitivo.html

Nick também estrelou, junto com Wright na produção, um dos melhores filmes de 2011: Ataque The Block, que também comentamos aqui: http://radartrash.blogspot.com.br/2011/12/attack-block.html

Gostou? Tem outra boa comédia inglesa de zumbi que postamos aqui, ó: http://radartrash.blogspot.com.br/2010/12/aliens-malvados-e-zumbis-de-tpm.html




Confira o Trailer

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Filmes de Terror para quem não gosta de Filmes de Terror


Nos próximos posts, daremos boas dicas de bons filmes de terror (ou quase), feitos para quem tem pavor de monstros, assassinos e sangue e não consegue dormir a noite após uma sessão cinematográfica de horror:


Aracnofobia (Arachnophobia 1990)
Diretor: 
Com:

Filme clássico dirigido por Frank Marshall e produzido por Steve Spielberg, Aracnofobia passou até na Sessão da Tarde e conta a história de um médico (Jeff Daniels) da cidade que chega com a família para morar no interior dos Estados Unidos e acaba dando de cara com uma infestação de aranhas venenosas assassinas da América do Sul que vieram parar na cidade por acidente.
O filme tem bons sustos e tem tiradas divertidas. Só não é indicado para quem possui medo de aranhas, a Aracnofobia do título. Atenção para a divertida participação de John Goodman como um dedetizador.
Aracnofobia marca a estréia de Frank Marshall (http://www.imdb.com/name/nm0550881/) como Diretor, mas ele foi produtor de uma penca de filmes do parceiro Spielberg e Kathleen Kennedy.








terça-feira, 14 de agosto de 2012

Joe Kubert (1926-2012)

Homenagem a um dos maiores quadrinhistas do Mundo: Joe Kubert.









Joe Kubert (18 de setembro de 1926, Polônia - 12 de agosto de 2012) foi um desenhista das histórias em quadrinhos americanas que fundou a Joe Kubert School of Cartoon and Graphic Art.
Ele é reconhecido por seu trabalho na DC Comics, pelos títulos Tarzan, Sgt. Rock eHawkman (Gavião Negro, no Brasil). Seus filhos, Andy Kubert e Adam Kubert, tornaram-se também desenhistas de HQs de sucesso.
As mais conhecidas criações de Kubert incluem as séries Tor, Son of Sinbad, eViking Prince e, com o escritor Robin Moore, a tira de quadrinhos Tales of the Green Beret.
Em 1976 fundou a The Joe Kubert School of Cartooning and Graphics, renomada escola de arte e histórias em quadrinhos dos Estados Unidos.

Kubert também foi o primeiro norte-americano a desenha uma história de Tex, com a história "Os Quatro Assassinos", que no Brasil foi publicado pela Mythos Editora em Abril de 2002 na revista Tex Gigante 9.
Fonte: Wikipedia

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Batman

Filmes que adaptam histórias em quadrinhos não costumam ter meio termo na sua relação com o espectador/fã: é amor ou ódio. E a fidelidade ao material de origem é mais importante do que os aspectos cinematográficos. Não deveria ser assim. Primeiro porque a própria mídia, a chamada nona arte, tem na reinvenção dos seus personagens uma fonte de poder. Ao longo do tempo, universos são criados e explorados da forma que o artista responsável ache mais conveniente. Acabou aquele arco dramático? Põe-se um ponto final e vida que segue. Uma nova história, que pode ou não levar em consideração eventos anteriores, se apresenta. 
Nas telas, apenas a trilogia X-Men havia utilizado esse conceito, sem medo de matar personagens clássicos, por exemplo, e conduzir uma narrativa com princípio, meio e fim, sem o caráter episódico que marcava até então os filmes do gênero. É aqui que entra o Batman de Christopher Nolan. Com uma proposta similar, o diretor concebeu uma trama que conta os primeiros anos do herói. Aliás, não apenas do herói, mas também a do homem, Bruce Wayne: a formação dessa dupla persona e como elas interagem entre si e com o povo de Gotham City. 
Na verdade, o caminho para um filme do Batman com uma abordagem mais realista estava pavimentado há anos, desde que Joel Schumacher produziu dois filmes circenses do homem-morcego, que seriam totalmente válidos se assumissem o seu lado kitsch, como a bem-sucedida série dos anos 60, até hoje lembrada com carinho pelos fãs. Mas não, Schumacher não encontrou o tom e caiu no ridículo, sem ser engraçado, o que é pior. Assim, levar o personagem a sério era a solução mais viável para quem ficasse à frente de uma nova versão. 
 Sob esse aspecto, Nolan fez o seu trabalho direitinho. Mostrou, sem pressa e com cuidado, o surgimento do Batman, levemente inspirado em algumas obras dos quadrinhos, como “Ano Um”, de Frank Miller, “A Piada Mortal”, de Alan Moore, e “O Longo Dia das Bruxas”, de Jeph Loeb, mas sem nunca deixar de lado os seus próprios preceitos e, também, o seu estilo cinematográfico. E isso é o mais importante. Nolan, embora tenha tido a preocupação de agradar aos fãs das HQs, não perdeu de vista que estava fazendo cinema. Investiu no seu campo de atuação e se deu bem. 
Begins foi um ótimo filme, estabeleceu aquele universo fantasioso como plausível. Essa foi a sua maior qualidade. Já O Cavaleiro das Trevas é o cinemão hollywoodiano em um de seus melhores momentos, com um roteiro que aposta na inteligência do público sem deixar de ser divertido. E tudo é potencializado pela atuação de Heath Ledger como o vilão mais emblemático da saga. A parte 2 da trilogia foi o auge. Superá-lo seria complicado, mesmo para Nolan, que agora contava com o apoio quase unânime dos fãs. E a previsão se confirmou. O Cavaleiro das Trevas Ressurge é bom, sem dúvida, e fecha a trama de forma digna, mas não chegou nem perto do nível de excelência do seu antecessor, como alardeiam por aí. 
São compreensíveis os exageros nos elogios, já que o adjetivo se aplica de certa forma ao cinema de Nolan. Ele tem um quê megalomaníaco, gosta de trabalhar com escalas grandiosas. Quando sabe dosar, como foi o caso de O Cavaleiro das Trevas, o resultado é excepcional. Mas às vezes o filme se perde na sua grandiosidade e isso pode ludibriar, mascarar suas falhas. Nesta última parte, Nolan não foi tão atento aos detalhes, deixou que o “intrincado” ganhasse ares de “confuso”. Buracos no roteiro são perceptíveis até para quem não é familiarizado com técnicas cinematográficas, como incoerências nos planos de Bane e saídas inverossímeis para os conflitos apresentados (não vou me aprofundar para não dar spoilers). 
Mas o que mais incomoda em O Cavaleiro das Trevas Ressurge é a sua previsibilidade. É muito óbvio o que está acontecendo, o elemento surpresa é esvaziado logo de cara e as “revelações” na parte final soam tolas. O problema é que ele é o tipo de filme que te deixa de boca aberta à primeira vista, com cenas impactantes como a do futebol americano. Mas quando passa a empolgação e você começa a pensar sobre ele... É, poderia ser melhor. Assim, se distancia do próprio universo sobre o qual foi criado e se aproxima de uma aventura de James Bond. Não que seja um demérito, só um pouco destoante. Por outro lado, a incursão pelos dramas pessoais de Bruce Wayne é elogiável, assim como a composição da Mulher-Gato pela Anne Hathaway, culminando na relação de tensão/romance entre os dois, tornando-os, de longe, os personagens mais interessantes do longa. 
De qualquer forma, o caminho escolhido por Nolan na trilogia como um todo é altamente benéfico para as adaptações de quadrinhos. Ele deu a sua visão, contou a sua história. E mais: fez com que o seu trabalho não fosse apenas uma transposição do papel para a tela. Não, ele fez cinema. E do bom, apesar das ressalvas. Depois, outro diretor virá e fará algo novo, completamente diferente. Dizem que o Batman deve voltar a aparecer em 2016. Se melhor ou pior, com abordagem realista ou non sense, fiel ou não aos quadrinhos, só o tempo dirá. Contanto que seja cinema de qualidade, vale tudo.

E se os filmes e séries fossem jogos do Atari?

O estúdio Penny Design, da Inglaterra, criou pôsteres baseados em sucessos do cinema. Olha como ficou legal:









segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Mais Zumbis na área


Como filmes de zumbis nunca são demais, vem ai o que parece mais um bom exemplar do gênero, direto da Inglaterra, que já nos deu Shaun Of the Dead. Preparem a pipoca..