segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

5 motivos para você ver: Treme



- A Cidade:
New Orleans foi a cidade que mais sofreu com a passagem do Furacão Katrina pelos EUA em 2005. Até hoje questiona-se a demora no atendimento da Presidência dos EUA (Leia-se George W. Bush)e na ajuda humanitária aos moradores da cidade. Muitos consideram isso um claro preconceito com a cidade, de maioria negra e pobre. Política a parte, a questão é que a cidade até hoje se recupera dos estragos, que resultaram em muitas mortes, problemas de saúde pública e prejuízos materiais.
A série mostra os efeitos dessa destruição no dia a dia posterior à tragédia entre os personagens. Mas, importante também é mostrar que a metropóle do Blues e do Jazz não perdeu sua alma musical, que respira música em toda a parte. Características ao mesmo tempo melancolias e fascinantes transformaram Nova Orleans em um personagem vivo e ativo da história.


- Os personagens:
Formada por várias histórias, que na maioria das vezes não se cruzam, Treme traz um panorama pós-tragédia no seu elenco. Temos um músico brilhante, mas desempregado, o “chefe” do folclore local que tenta ressuscitar as tradições como o desfile do Mardi Gras, a chef de cozinha falida que tenta recuperar o restaurante, o DJ que tenta ser político, a dona de bar que busca desesperadamente o filho desaparecido e uma obstinada advogada que defende os moradores do caos burocrático local. É Robert Altman em estado puro, regado a saxofone, trombones e muita bebida.


- O elenco:
Formado por sua maioria por negros, claro, a série da HBO conseguiu trazer atores que estavam na maior série já feita (The Wire), como Clarke Peters e Wendell Pierce, atores desconhecidos e até conhecidos do cinema como Steve Zahn e o excepcional John Goodman. Sem esquecer, claro, da participação de muitos músicos locais, como Kermit Ruffins e até de Elvis Costello.

- Os produtores:
A série foi criada por Eric Overmeyer e David Simon, criadores de The Wire e tem vários produtores e diretores (diretoras, principalmente) dessa série. Não precisa dizer mais nada.

- E, claro, a música:

Aqui a gente só precisa mostrar:



Sem nenhum desses motivos convencer, talvez a abertura da série faça isso:



sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A Entidade (Sinister, 2012)



Escrito e dirigido por Scott Derrickson ( do bom O Exorcismo de Emily Rose e da refilmagem ruim de O Dia que a Terra Parou), a Entidade é uma bem vinda surpresa em uma fórmula de terror já desgastada: da família assombrada por espíritos (que rendeu também o recente e apenas regular Sobrenatural).




O filme conta a história de um escritor especialista em escrever livros sobre crimes violentos que amarga sucessivos fracassos e busca desesperadamente repetir o sucesso de seu único best-seller. E essa busca o leva a se mudar com a família para uma pequena cidade americana e morar em uma casa onde há poucos meses uma família foi morta enforcada e a filha mais nova está desaparecida.

Lá, ele descobre uma série de gravações com cenas de outras famílias e no fim de cada uma, outras mortes macabras. A partir daí, contar o que acontece é estragar a surpresa da história simples e bem contada. Apesar de batida, a premissa é bem explorada. Os elementos de cena são bem aproveitados e são vários os sustos que tomamos ao longo das cenas.  Derrickson consegue, com poucos recursos e quase sem o uso de efeitos especiais fazer um excelente filme de terror, incrementado pela soturna trilha sonora eletrônica.


A película é protagonizada pelo veterano Ethan Hawke e tem a participação curiosa de Vincent D’onofrio (Law & Order).  Enfim, um dos poucos filmes de terror de 2012 que valem a pena.

Confira o Trailer nacional do filme:

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

5 motivos para você ver: Sherlock



Os atores: Vai ser bem difícil ler qualquer história de Sherlock Holmes e não imaginá-lo com a cara de Benedict Curbenbatch. O ator demonstra toda a inteligência e arrogância do detetive com maestria. E Martin Freeman (O Bilbo Bolseiro de O Hobbit) é um Watson relutante, mas eficiente na medida certa.

A direção: Cada episódio da série é como se fosse um filme de Holmes. Não só pela duração dos episódios (1h30), mas pelos efeitos de câmera, efeitos especiais e direção segura dos diretores convidados, entre eles o experiente Paul Mcguigan.

Os roteiros: Os roteiros são intrigados e cheio de reviravoltas na medida certa. Além de adaptarem de maneira ousada alguns contos de Arthur Conan Doyle como Um Estudo em Vermelho e o Cão dos Bakervilles.

James Moriarty – Andrew Scott faz um arquiinimigo de Sherlock tão bom quanto Jared Harris no filme de Robert Downey Jr. Aqui ele é louco e genial em medidas iguais. O personagem nunca deixa de exalar perigo.

Primeira Temporada tem no Netflix -  Vão lá dar o play agora.

Promo:

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Dicas de Séries: Fringe



Sexta, dia 18 de janeiro, acaba a jornada de Fringe. No início, muita gente torceu o nariz para a série criada por J.J. Abrams, após o fenômeno Lost. Parecia mais um Arquivo X com toques de Sci-Fi. Mas passado a primeira impressão do episódio-piloto, a história se mostrou uma grande ficção científica. E uma bela história de amor. Entre casais, amigos, mas principalmente entre pai e filho. Essa é a força motriz da série.

A série conta a história de um cientista brilhante, Walter Bishop, que perde o filho pequeno com uma doença incurável.  Inconformado, ele cria um portal para um universo paralelo e sequestra o próprio filho no outro mundo, criando um paradoxo gravitacional que pode acabar com a outra versão do universo e com o próprio mundo. A partir daí, a trama se desenvolve com tramas envolvendo ciência de borda, monstros da semana, viagens no tempo e vilões memóraveis, como William Bell (Leonard Nymoy, sim, o Dr. Spock de Jornada nas Estrelas), que quer destruir o mundo e criar seu próprio paraíso. A mitologia traz ainda os Observadores, criaturas parecidas com humanos, mais com inteligência superior e possibilidade de atravessar o tempo.

Ao longo de cinco temporadas, a série amarrou sua história de maneira inteligente, sem deixar furos e sem enganar seus espectadores. Por exemplo, chegamos na quinta temporada sabendo praticamente sem perguntas a serem respondidas. A trama é agil e guarda diálogos e cenas emocionantes. Minha preferida é o encontro entre os dois Walter, sentados, se despedindo dos seus mundos no final da quarta temporada. 

Alternando os monstros da semana com a mitologia, teve episódios inesquecíveis, como o meu favorito: White Tulip sobre um cientista que usa a Gaiola de Faraday para viajar no tempo e salvar a mulher que ama.
Mas, acho que a força da trama reside no seu elenco. Joshua Jackson (de Dawson’s Creek) e Anna Torv conseguem dar verossimilhança ao casal principal da trama: Peter Bishop e Olivia Dunham. O elenco secundário também brilha com destaque para Blair Brown e Lance Reddick (ator que está em outras duas séries que adoro: The Wire e Lost). 




Mas, é impossível mesmo passar incólume pela atuação sobrenatural de John Noble como Walter Bishop. Noble era conhecida apenas como o rei Denethor da saga do Senhor dos Anéis. Mas, aqui em Fringe, ele entrega uma performance tão emocionante que me pergunto porquê nunca foi indicado às maiores premiações da TV americana. Bishop é um gênio que passa 17 anos em um manicômio após ter parte do cérebro removido, se tornando uma criatura infantilizada, porém ainda brilhante. Poucos atores teriam a força de apresentar tantas nuances de atuação, principalmente na hora de demonstrar o verdadeiro amor pelo filho. Assista e me digam se não tenho razão.

Alguem compilou alguns bons momentos de Bishop na série: 
http://www.youtube.com/watch?v=PBbfLnjDn8c

Confiram o trailer do último Episódio da Série:

Aqui, uma promo da Série: