segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Dicas de Séries: Fringe



Sexta, dia 18 de janeiro, acaba a jornada de Fringe. No início, muita gente torceu o nariz para a série criada por J.J. Abrams, após o fenômeno Lost. Parecia mais um Arquivo X com toques de Sci-Fi. Mas passado a primeira impressão do episódio-piloto, a história se mostrou uma grande ficção científica. E uma bela história de amor. Entre casais, amigos, mas principalmente entre pai e filho. Essa é a força motriz da série.

A série conta a história de um cientista brilhante, Walter Bishop, que perde o filho pequeno com uma doença incurável.  Inconformado, ele cria um portal para um universo paralelo e sequestra o próprio filho no outro mundo, criando um paradoxo gravitacional que pode acabar com a outra versão do universo e com o próprio mundo. A partir daí, a trama se desenvolve com tramas envolvendo ciência de borda, monstros da semana, viagens no tempo e vilões memóraveis, como William Bell (Leonard Nymoy, sim, o Dr. Spock de Jornada nas Estrelas), que quer destruir o mundo e criar seu próprio paraíso. A mitologia traz ainda os Observadores, criaturas parecidas com humanos, mais com inteligência superior e possibilidade de atravessar o tempo.

Ao longo de cinco temporadas, a série amarrou sua história de maneira inteligente, sem deixar furos e sem enganar seus espectadores. Por exemplo, chegamos na quinta temporada sabendo praticamente sem perguntas a serem respondidas. A trama é agil e guarda diálogos e cenas emocionantes. Minha preferida é o encontro entre os dois Walter, sentados, se despedindo dos seus mundos no final da quarta temporada. 

Alternando os monstros da semana com a mitologia, teve episódios inesquecíveis, como o meu favorito: White Tulip sobre um cientista que usa a Gaiola de Faraday para viajar no tempo e salvar a mulher que ama.
Mas, acho que a força da trama reside no seu elenco. Joshua Jackson (de Dawson’s Creek) e Anna Torv conseguem dar verossimilhança ao casal principal da trama: Peter Bishop e Olivia Dunham. O elenco secundário também brilha com destaque para Blair Brown e Lance Reddick (ator que está em outras duas séries que adoro: The Wire e Lost). 




Mas, é impossível mesmo passar incólume pela atuação sobrenatural de John Noble como Walter Bishop. Noble era conhecida apenas como o rei Denethor da saga do Senhor dos Anéis. Mas, aqui em Fringe, ele entrega uma performance tão emocionante que me pergunto porquê nunca foi indicado às maiores premiações da TV americana. Bishop é um gênio que passa 17 anos em um manicômio após ter parte do cérebro removido, se tornando uma criatura infantilizada, porém ainda brilhante. Poucos atores teriam a força de apresentar tantas nuances de atuação, principalmente na hora de demonstrar o verdadeiro amor pelo filho. Assista e me digam se não tenho razão.

Alguem compilou alguns bons momentos de Bishop na série: 
http://www.youtube.com/watch?v=PBbfLnjDn8c

Confiram o trailer do último Episódio da Série:

Aqui, uma promo da Série:

Nenhum comentário: