quarta-feira, 10 de abril de 2013

Game of Thrones – Segunda Temporada




Primeiro, é importante esclarecer que nunca li qualquer livro da saga de R.R. Martin, então toda minha percepção é baseada unicamente na série de TV da HBO. Não, não acho que precisemos ler pra entender a história. São mídias independentes e devem ser tratadas como tal. E sim, justiça seja feita, a segunda temporada é muito melhor que a primeira. Tem mais movimentação, o enredo é melhor desenvolvido e os atores (não todos), estão mais à vontade nos papéis. E o canal manteve a qualidade de efeitos especiais, da fotografia e do design de produção. Além, claro, dos zumbis. Mesmo aparecendo apenas dois minutos, toda história fica mais legal com morto-vivos.


A história ganhou ritmo. Principalmente pelas mãos do patriarca dos Lannister, Tywin (Charles Dance, especialistas em fazer vilões fodões. Lembram dele em O Rapto do Menino Dourado?). E também por Stannis Baratheon (outro veterano Stephen Dillane). As melhores cenas e diálogos são deles. E claro, Tyrion Lannister. O anão já se concretizou como o melhor personagem da série e o único que eu lamentaria se morresse.

De resto, é aquilo que já sabemos que o autor faz: criar expectativas que não se concretizam. Com isso, nada de dragões (acho que a HBO tá economizando na grana), nada de inverno e nada de guerra. Aliás, esta aparece no final da temporada. Os outros personagens continuam naquela mesmice de sempre, outros são adicionados sem função na história (como a tal soldada Brienne e outros que me esforço para lembrar como Osha e Green, mas desisto de pensar quem sã eles). Tudo muito óbvio. A tal Daenerys vai demorar 18 temporadas pra atravessar o mar estreito e o Robb vai ficar enrolando seus soldados naquele acampamento, como um Kim Jong Um de capa e espada. E ainda tem o filho bastardo Jon Snow que ainda não disse a que veio, só andando na neve pra lá e pra cá com cara de choro e protegendo o amigo gordinho, que só vive fazendo gordices. Ed Stark teria se matado de desgosto se não tivesse perdido a cabeça.

E falando nos Starks, eles continuam a família mais burra de toda Westeros e quiçá da história das séries desde que inventaram a televisão. Ora, o maior trunfo de Robb é conseguir capturar Jaime Lannister e mantê-lo refém para negociar com a família. E o que mamãe Stark faz? Sim, solta-o depois de várias semanas, achando que este vai ajudar a libertar suas filhas reféns em Porto Real (hahahahha). E nem vou falar na tal Sansa, que não significa absolutamente nada na história. A salvação pode vir nos mais novos: Arya é a única sensata e inteligente da família. E os dois menores, Bran e o outro caçula que não sei o nome até que são esperto.





Enfim, continuarei a assistir a série sem as mesmas expectativas. Vamos ver onde vai dar. 

8 comentários:

Anônimo disse...

Cara, realmente o livro e a série são coisas diferentes, mas tu falas muita merda aí. Nada de dragões é a HBO economizando grana? hahahaha Vai ler, amigo.

Elder Ferreira disse...

"Nada de dragões , nada de inverno e nada de guerra". Eu percebi que a série tenta criar essa expectativa mesmo, mas é o que ela tem a oferecer, pois afinal, o que mais te pega no livro é a narrativa do Martin e as brigas políticas, na série eles apelam pra ação.

Eu gosto da série, mas não é a melhor do mundo, os livros são melhores de longe, assisto a série porque é sempre bom ver como ficou aquilo que a gente imagina enquanto lê.

Essa terceira temporada eu penso que será épica, mas pelo fato de o livro ser épico também, é muito bom o terceiro livro. Não dá pra estragarem com essa temporada tendo um livro tão bom como script.

Mas digo que se você tivesse lido os livros, você ainda ficaria um pouco mais indignado com a série.

Elder Ferreira, O Epitáfio

Fábio Nóvoa disse...

Caro Anonimo, DEixei claro no início do texto que minha percepção se baseava apenas na série. Abraços,

Fábio Nóvoa disse...

Elder,

Espero que a série melhore. Já comecei séries e fui gostando com o tempo. Se o livro é bom como disseste dai por diante, continuarei assistindo.

Abraços,

Fabricio Ferreira disse...

Os Americanos fazem as melhores séries do mundo, porém as vezes eles erram a mão na enrolação... Geralmente o objetivo é conseguir o máximo de temporadas possível, até que a audiência cai e eles tem que resolver as questões em poucos capítulos ou mesmo encerrar a série e deixar os telespectadores na mão. Foi assim com Lost,e tem sido assim com The Walking Dead. Não li o livro, mas acho que os autores da série querem equilibrar entre bons diálogos do livro e cenas de ação, porém, em televisão o ritmo é diferente, talvez por isso não esteja funcionando e parece se arrastar.

Tanto disse...

Bem, até a presente data nunca tinha escutado falar deste Jogos do Trono, que muito me fazem lembrar a banda Diante do Trono, que muito me faz lembrar alguém diante de uma latrina com sérios problemas estomacais. De tanto que falam vou acabar assistindo, mas não sei se vou ter ânimo para ler os livros... Hoje já quero fazer algo melhor do meu tempo.

Fábio Nóvoa disse...

Tamtém estou nessa vibe de escolher melhor as coisas que irão dominar meu tempo, meu caro Tanto. heheheh

Fábio Nóvoa disse...

Discordo com relação à Lost. Lembro que a série nunca deixou a peteca cair. Já Walking Dead, a lentidão é interessante pra construir personagens, mas as vezes irrita mesmo.