sábado, 6 de abril de 2013

Games Of Thrones – Primeira Temporada


Aviso: contém spoiler. Se você ainda não viu série, vá para outras postagem do blog e divirta-se :)


Depois de um longo e tenebroso inverno (trocadilho inevitável, desculpem), resolvi investir meu tempo destinado às séries à saga das famílias pela luta do poder em Westeros nesta primeira temporada de Games of Thrones (Guerra dos Tronos ou GOT, para os fãs mais xiitas). Pois bem, devo confessar que, ao mesmo tempo que achei elementos da série fantásticos, como o design de produção, a fotografia e os efeitos especiais, muitas coisas me incomodaram e me decepcionaram no andamento destes primeiros 10 episódios da série da HBO.

A primeira coisa que me incomodou foi a construção dos personagens. Tyrion Lannister (Peter Dinklage, excelente), é o único que merece a menção de ser bem elaborado. Dissimulado e manipulador, o anão rouba todas as suas cenas quando aparece. Outro bom personagem é o dono de bordel e conselheiro do rei, “Littlefinger” Baelish. E só. O resto é de uma unidimensionalidade de dar dó. A começar pelos dois que seriam os “protagonistas” da história: O conselheiro Eddard Stark e o rei Robert Baratheon disputam o troféu de “maior idiota do mundo das séries”.

Stark é tão tapado que dá vontade de invadir a TV e socar a cara dele pra ver se ele se esperta. Acho que nem o autor dos livros gostou dele e mandou tirar-lhe a cabeça. Não é possível que um soldado experiente como ele demore tanto a perceber a merda se formando em volta e ainda confessar que sabe toda a trama para seus inimigos (?!). Nem vilões de filmes B mais fazem isso!. Sem contar todo o papo furado de “manter a honra”, quando poderia trollar todo mundo e assumir o trono. Jà o rei, bem, prefiro nem explicar o motivo de alguém ver a família de cobras que criou e não tomar uma atitude. E, para piorar, tem uma das mortes mais ridículas da histórias das séries americanas.

E não para por ai: A relação entre Daenerys Targaryen e o Conan.. ops, Khal Drogo é sem sentido, os filhos de Stark puxaram sua burrice e o tal bastardo Jon Snow vive com uma cara de choro pior que a da Renee Zelweger. Confesso que fiquei esperando alguém tomar uma atitude de macho para botar ordem no galinheiro... mas, nada acontece. E tem tantos conselheiros na histórias que as vezes me confundi pensando se tratar do mesmo personagem. 


A história principal não ajuda. A disputa pelo poder entre as famílias “enquanto o inverno não chega” é chata e sem criatividade. Basta ver todos os filmes de capa e espada para ter a sensação de Deja Vú pesada: Traições x honra. A série quis soar West Wing e está conseguindo ser apenas um “Homens de Capas Desesperados”. E os plots deste primeiro arco só pioram: desde o ridículo sequestro do anão até a questão mal resolvida dos zumbis dos gelo, nada se resolve ou avança na série.

É claro que tem coisas boas. A principal: peitinhos pra todo lado. Como já é tradição, a HBO não economiza na nudez feminina. Acho que na hora de assinar contratos, as atrizes tem cotas de seios nus para mostrar estipulados. E, ainda bem, a escolha do elenco feminino é feliz.

Agora é esperar que a segunda temporada (com a promessa de guerras), melhore. Bora lá, HBO, você que já fez Treme, The Wire e The Sopranos, é melhor que isso. 





3 comentários:

Carlos Augusto Matos disse...

Acho os primeiros capítulos uma certa enrolação extremamente chata. Gostei do figurino, essa “Cota de malha” me faz lembrar muito do tempo de “aborrecência” no qual jogava e me esbaldava no RPG medieval. Acho muito legal essa interação entre os personagens Varys e Mindinho, que obviamente no livro não têm e até agradou o próprio autor. Realmente o Tyrion Lannister é espetacular. Simplesmente perfeito. A questão do Sean Bean, de armadura, me fez lembrar muito o Boromir em Senhor dos Anéis. Por um momento, pensei, antes de morrer, que ele ia puxar a corneta e das trevas surgiriam para lhe salvar, Aragorn, Legolas e Gimli. Outra parte chata é que segundo alguns críticos, o “Brilhante” Khal Drogo, no qual não vi tão brilhantismo assim, pelo contrário, me dava sono. Já a Sansa Stark é outra personagem chatinha que você sente vontade de desligar o Pc e ir dormir.
No geral, na minha singela opinião, gosto da série, apesar de como citei acima, alguns personagens são chatinhos. Acho que a série tem a sua qualidade. Os lobos têm pouca importância, diferentemente no livro. Além da putaria rolar solta, vemos até incesto. Gostei da produção, os efeitos como você disse, convincentes e para Tv está acima da média. Direção de arte show de bola. Roteiro alguns momentos fica um tanto sonolento. E aquele clima de tensão a temporada inteira. Já a segunda temporada começa chatinha. Enfim, acho Game Of Thrones mais divertida que a “sonolenta” e “romântica” The Walking Dead. (Não me xinga por isso.)

Fábio Nóvoa disse...

Pois Walking Dead é muito melhor que esse novelão mexicano de capa. heheheh Abraços.

Carlos Augusto Matos disse...

hahahahahahahahahahahahahahaha... Abraços!!!